
quinta-feira, 28 de outubro de 2010
Não Se é Amigo Sozinho

quinta-feira, 21 de outubro de 2010
Estátuas Indignadas

O mundo anda calmo, silencioso e tedioso. Mais uma eleição, as costumeiras brigas entre partidos, simpatizantes, convictos.. os mesmos problemas ambientais, a fome, a miséria, a insegurança. Tantas promessas de solução, tantos supremos, que só de garganta salvaram a humanidade, dizimaram toda dor e ainda como se tudo fosse pouco, pintam um lindo quadro de perfeição, utópica, onde uma maioria esmagadora, necessitada, deposita toda sua confiança e esperança de mais quatro anos, de no mínimo, menos sofrimento.
Acho completamente abominável essa falta de escrúpulos de alguns, que ainda tem a cara de pau, de se expor na televisão e pedir meu voto. Acho uma completa lástima, onde as coisas pararam... Candidatos que nem se importam com o futuro da população, mas estão intimamente ligados aos anseios dos gordos salários e mídia fácil dos cargos governamentais do nosso estado, Brasil.
Desejo mesmo, sem vergonha, um ditador para nos reger. Não peço censura à liberdade de expressão ou esse lado negro da ditadura... Gostaria de alguém, um ser pensante, que colocassem ordem para haver progresso, que exigisse das mídias exibição somente da verdade, que colocasse fim aos ditos poderosos, que mandam e desmandam no nosso país, tal qual um ventríloquo conduz seus bonecos... Gostaria de alguém de pulso forte, que desse um sacolejo nos brasileiros, que volta e meia param para ver o final da novela das 8 ou o jogo da copa, mas saem das urnas e vão aos bares beber ou só desligam a TV por cinquenta minutos , enquanto meia dúzia de pessoas sinceras e trezentos palhaços dizem suas propostas por um país melhor.
Acredito que no passado, existiam mais revoltas populacionais, pois os governos eram tiranos. A população era oprimida e a política do pão e circo era só coisa do passado... Eles eram obrigados a aceitar, ninguém queria enganar nada, era ditadura e fim de papo. O Brasil depois tantos anos de luta, de tantas revoltas e vitórias, é democrático, e aqueles ideais revolucionários, sumiram do nosso sangue, como a famosa lei do uso e desuso.
O nosso país hoje é um gigantesco e vasto museu, onde a exposição atual é de estátuas indignadas.
quarta-feira, 13 de outubro de 2010
Palavras São as Pernas Tiradas da Cobra

segunda-feira, 4 de outubro de 2010
Yo Te Quiero

Acho completamente bizarro, o modo de ver o outro, que alguns que me circulam têm. Sempre com a necessidade de subjugar e ainda te repugnar por qualquer comentário completamente previsível, do tipo que todos veem, mas quase nenhum tem coragem o suficiente, para fazer ir além do pensamento e se concretizar em voz.
A sensação de ser cárcere da tua rotina é completamente irritante. Como é tedioso manter relações sociáveis com aqueles que não são teus escolhidos para um bate-papo ao fim da tarde... Por exemplo.
O poder de escolha é glorioso. Escolher o que comer, o que vestir, onde ir e principalmente com quem andar. As pessoas estereotipadas são tão chulas. Alguns são personagens que nem eles mesmos acreditam, mas que todos aplaudem, seja por falta de senso crítico ou por uma aceitação irrisória do tipo: tanto faz.
Sem mencionar aqueles, dotados de conhecimento supremo, que são tão magníficos (para eles mesmos) que se esquecem de colocar os pés no chão.
Admiro a minha capacidade de algumas vezes falar sem pensar. Isso me faz mais verdadeiro e menos ator. Aparenta transparência, ainda que não seja. Antes isso, do quê pensar e planejar tal qual uma cobra que ensaiam o bote.
As pessoas têm esses instintos animalescos... Se acham tão racionais e ao mesmo tempo se desdobram para achar uma resposta que deixe o outro sem ação.
As relações interpessoais são tão metódicas e me lembram uma peça do tipo comédia. A comédia da vida real... Todos rindo no aperto e balançar do ônibus e cada qual formulando suas teorias e respostas dos quês e por quês... Ê vidinha humana, ê vidinha animal... Apesar dos pesares, yo te quiero, é assim que tem que ser, né? Então vamos viver.